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quarta-feira, 2 de abril de 2014

As festas lá de casa: 3 anos da Rebeca

Rebeca ama ballet. Ela adora acordar, vestir sua roupa de ballet e dançar na ponta dos pés ao som de Tchaikovsky. A gente se diverte e, claro, acha tudo lindo.

Desde bem pequena ela gostava de assistir a um vídeo do ballet O Lago dos Cisnes, interpretado por Svetlana Zakharova no Teatro alla Scala em Milão, que encontrei no Youtube. 


Não sei até quando essa paixão irá durar. Adoraria vê-la dançando daqui a muitos anos, mas sei que talvez de uma hora para outra surja nela um interesse por outra coisa.


De todo modo, por essa razão a festa dela teve esse tema. Claro que ela oscilou entre Moranguinho, Cinderela, Aurora e Ariel, mas, no final, fomos de ballet mesmo.


Sobre a festa, aí vão alguns detalhes que talvez possam interessar aos leitores.

1. Convite:

Decidi fazê-los à mão e apenas uma pequena quantidade para entregar aos convidados que moram na nossa cidade. Os amigos e familiares que moram longe foram convidados por telefone, facebook, whatsApp, etc, porque eu nunca mando por correio. Preguiça da braba, minha gente!


2. Decoração:

Com exceção do bolo (que foi uma grande decepção e muito diferente do que idealizei) e dos cupcakes, o resto foi por nossa conta. Dedicamos várias noites de trabalho após as crianças irem dormir, até porque decidi costurar o vestido dela e também a saia que eu usei, mas acho que o esforço valeu a pena.








3. Lembrancinhas:

Fizemos sacolinhas com brinquedinhos para os meninos e meninas e também sacolas com doces e balas, para quem gosta.



  
4. Comidinhas:

Os tradicionais salgadinhos, pipoca e cachorro-quente, como também algumas comidinhas feitas por nós mesmas lá em casa: milho cozido, tomatinhos-cerejas com queijo de cabra e folhinha de manjericão, queijo brie com mel e lascas de amêndoas, ciabatas com carpaccio de carne, mostarda e queijo moleson ralado, além de espetinhos de frutas.

5. Convidados:

Nossa família muito amada e amigos pra lá de especiais.






6. Diversão:

Contamos com pula-pula, brinquedos espalhados pelo chão e a ilustre presença da Belinha e sua Malinha, que alegrou demais a festa.


 



No final da festa, a criançada invadiu o quarto das crianças. Loucura, loucura, loucura! Apesar de um certo desespero disfarçado, fiquei bem feliz ao ver as crianças se divertindo à beça.


7. Fotografia:

Eu, meu marido, meu pai, minha amiga Lucélia (que quebrou o maior galho) e outras almas caridosas que nos ajudaram a registrar esse momento.

Confesso que minha prioridade será a fotografia na próxima festa. Já estou traçando uma estratégia infalível. Rsrs. Teve muita gente querida que não tirou foto com a aniversariante.

8. Pós-festa:

No dia seguinte, reunimos os remanescentes para um churrasquinho. Foi tão bom! Meu marido cuidou das compras, meus cunhados Clô e Ed prepararam a carne, que, como sempre, ficou uma delícia, e o restante ajudou como podia, seja comendo, seja arrumando.


Apesar da bagunça, a festa foi muito especial. Nossa prima ballerina se esbaldou como só ela sabe fazer.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

As festas lá de casa: 1º ano do Daniel

Daniel é o menino mais amável que conheço. Tá, gente, dá um desconto, vai! Afinal, eu sou mãe. Mas a verdade é que desde novo ele sempre foi muito carinhoso com todos. Adora abraçar, beijar e, especialmente, ficar no colinho da mamãe. E quanto a isso não exagero. Sendo assim, quis retribuir tanto afeto com uma festinha bem fofa para o meu pequeno.


A idéia era fazer uma festa na nossa casa e reunir apenas a família e os amigos muuuuito próximos, queridos e de toda uma vida, que provaram sua amizade se despencando do Rio para Friburgo. Foi uma delícia reunir pessoas tão queridas e, principalmente, receber minha sobrinha, Maria Isabel, que mora lá nas bandas do Canadá. Que saudade daquela pequena e dos seus pais!

Rebeca e sua prima querida, Maria Isabel.
O João queria comida de qualidade. Ele não é tão fã daqueles salgadinhos de festa infantil. Confesso que eu até gosto, mas quis agradar o maridón e decidimos fazer um churrasco caprichado. Me desculpem os amigos vegetarianos, para os quais fizemos uma saladinha, mas quem não gosta de uma boa picanha?



O entretenimento dessa vez ficou a cargo da Tia Pri e do Tio Dedé que, vou te contar, estão arrebentando a boca do balão, como diria minha querida mamãe, remexendo os quadris. Enquanto o André tocou todos os maiores sucessos infantis no violão, Priscila animou a garotada com chocalhos, chapéus de jornal, fantoches, bolinhas de sabão e tudo mais que tinha direito.



Também disponibilizamos para a galerinha papéis, tintas, pincéis e massinhas, além de muitos brinquedos próprios para os menorezinhos. Alugamos ainda um  trenzinho inflável simplesmente gigantesco (felizmente, o quintal é grande) com pula-pula e piscina de bolinha.




A decoração ficou super lindinha! Novamente, eu, Pri e vovozinha cuidamos com carinho dessa parte. O tema da festa era Meios de transportes. Plagiei a idéia da minha querida amiga Fernanda, lá do Tocantins, que com esse tema decorou o quartinho do querido Miguel. Afinal, para quê se limitar aos carros, se os aviões, trens, tratores, motos e balões são tão legais quanto.


Foi a primeira festinha que me rendi à papelaria pesada. E não é que essa parada dá um tcham mesmo, minha gente! Além de ser um material relativamente barato em relação a outros itens de decoração. Quem quiser ver maiores detalhes, dá uma olhada lá no meu perfil no Pinterest. Criei uma pasta só para essa festinha. Vocês verão que meu lema é: "Nada se cria, tudo se copia". Rsrsrs.


Encomendei um bolo super-mega-tander-hiper-triple-colorido da Nathalya Areias (pra quem é de Friburgo, fica a dica). Lindo demais! E o mais incrível, muito gostoso. Achei o preço justo e ela foi impecável na pontualidade e no acabamento.

Dessa vez, fiz questão de balões enchidos com gás hélio e decorei a mesa com brinquedos de madeira, maletinhas e aviõezinhos de isopor, que, ao final da festa, fizeram a alegria de adultos e crianças que se divertiram lançando-os pelo ar. A sala ficou repleta deles.



As lembrancinhas, novamente a cargo da vovó, também arrasaram. Minha vó é super a favor de entupir crianças com doces, o que já não me agrada tanto. Por isso, fizemos sacolinhas só com brinquedos e outras com doces, chocolates e guloseimas.


Festas em casa são deliciosas. O ambiente é confortável, não tem hora para acabar e os convidados se deixam ficar. No finalzinho da tarde, nos divertíamos conversando no jardim, soltando os balões de hélio no ar e os acompanhando enquanto sumiam no horizonte.


Quando todos se foram, agradeci a Deus pela vida do meu filhote, pela delícia que ele é, e percebi que a festa tinha sido do jeitinho que ele gosta: cheia de alegria e repleta de pessoas queridas.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Legado da Vovó





Minha vovó Olga, mãe da minha mãezinha, era simplesmente excepcional. Daquelas avós que, aos 80, tinha amigos de 20, que, apesar de sarcástica, nunca perdia a candura, que vivia doente sem motivo aparente e que sempre recebia as netinhas com uma lata cheia de docinhos de leite em pó.

Amava o Sílvio Santos. Quando contamos a ela, a fim de pregar-lhe uma peça, que seu ídolo havia morrido, ela nos sai com a seguinte: ""Deixa de bobiça! O dia em que Sílvio Santos morrer, o Brasil acaba!"

Ela morava num apartamento pequeno, no qual tinha uma mesa de jantar absolutamente desproporcional em relação ao tamanho da sala, mas muito adequada para o seu propósito: receber as inúmeras visitas que passaram por ali, a quem ela servia, sem o menor constrangimento, frango assado às 10 da manhã.

Sua casa era cheia de lembrancinhas de casamentos, bodas e aniversários e repleta de fotos dos cinco filhos e dos onze netos. Sempre que a visitava, adorava ver cada uma dessas suas coisinhas.

Além de um sapatinho de porcelana com plumas cor-de-rosa e purpurina dourada (lembrança de algum aniversário de 15 anos), o que mais gostava era do galo que previa o tempo.

Era um galinho que ficava no alto do armário da vovó e mudava de coloração de acordo com as condições climáticas.Vovó tinha muito cuidado com ele.

Quando ela se foi, pouco antes da Rebeca nascer, pedi à minha tia o galo, caso ninguém o quisesse. Ela me enviou.

Hoje, mais desbotado do que nunca, ele ocupa um lugar de destaque no armário da minha cozinha, como não poderia deixar de ser, e, apesar de não prever mais o tempo, está sempre ali me lembrando, faça chuva ou faça sol, da saudade apertada que sinto da minha vovó tão querida.